"A verdade não é complexa, nós é que somos."

Oscar Wilde

Friday, April 29, 2011

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

Monday, September 20, 2010


"depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"


Wednesday, August 11, 2010

Um mundo ideal


"Olha eu vou lhe mostrar

Como é belo este mundo
Já que nunca deixaram o seu coração mandar

Eu lhe ensino a ver todo encanto e beleza
Que há na natureza num tapete a voar

Um mundo ideal
Um privilégio ver daqui
Ninguém pra nos dizer o que fazer
Até parece um sonho

[Jasmine]
Um mundo ideal
Um mundo que eu nunca vi
E agora eu posso ver e lhe dizer
Estou num mundo novo com você

[Alladin]
E eu num mundo novo com você

[Jasmine]
Uma incrível visão neste vôo tão lindo
Vou planando e subindo para o imenso azul do céu

[Jasmine]
Um mundo ideal
[Alladin]
Feito só pra você
[Jasmine] Nunca senti tanta emoção

[Jasmine]
Mas como é bom voar viver no ar
Eu nunca mais vou desejar voltar
Com tão lindas surpresas
Tanta coisa empolgante

[Alladin e Jasmine]
Aqui é bom viver
Só tem prazer
Com você não saio mais daqui

[Alladin] Um mundo ideal
[Jasmine] Um mundo ideal

[Alladin] Que alguém nos deu
[Jasmine] Que alguém nos deu

[Alladin] Feito pra nós
[Jasmine] Somente nós

[Alladin e Jasmine] Só seu e meu"


Não pergunte. hehe

Sonhei com isso hoje.

Tuesday, May 18, 2010

Metamorfose

É impressionante como as coisas na vida passam. Idéias abandonadas, sonhos transformados, realidades antes improváveis agora verdadeiras, pessoas que nos impressionavam e que não impressionam mais. Este último o que me chamou para escrever aqui.

O que faz com que a gente se impressione com alguém? Eu andei pensando sobre isso ao ler um livro de um teólogo brasileiro (não que a teologia tenha alguma coisa a ver com isso).

Acho que tudo o que nos impressiona quebra uma barreira dentro de nós, seja esta de ansiedade por uma realidade ou de uma falsa realidade. Às vezes ansiamos por algo que não encontramos, ainda, e, ao nos depararmos com o objeto de nosso anseio, nos impressionamos. Este é primeiro ponto. Segundo é quando, ao contrário, não esperamos mais que isso aconteça, criamos uma falsa realidade de que o que queremos não se enquadra no que vemos todos os dias, não existe. Fora esses dois exemplos, não cabe ressaltar qualquer outro .
Não sou capaz de descrever a sensação de encontrar o incomum, de ver a personificação de algum ideal, de conversar e encontrar a identificação. É bom demais estar com alguém que nos agregue exatamente aquilo que queremos que seja agregado a nós. Ou encontrar alguém que consiga quebrar parâmetros antigos, visões utópicas, euforias juvenis, encantos heróicos.

A questão é quando tudo isso passa. O que fazemos é simplesmente nos abastecer do combustível disponibilizado a nós e quando nos enchemos dele partimos para outro melhor? Mas o que é o melhor? É algo que agora precisamos mais. Antes não tanto, mas agora, em outra etapa, precisamos. O que ficou pra trás perde o encanto por já ser algo compreensível, mas não deveria perder o reconhecimento, não deveria talvez ser deixado pra trás. Talvez.

O que nos cabe, após a impressão boa que tivemos passar, é continuar ao lado da pessoa exatamente pelo que ela é, esquecendo o que ela representava, deixando no passado o que no passado fica. Buscar os sonhos ainda não alcançados ou já alcançados, as falhas, as decepções, e fazer disso uma amizade sólida, algo de fato bilateral. Agora vem a oportunidade de darmos também algo, de nos transportarmos para o pólo ativo em algumas situações. Vale a pena manter em nossa vida as pessoas que nos impressionaram, mas não é algo necessário sempre. Faça a sua escolha, só não descarte elas todas.

Andei lendo e concluindo. Se usarmos somente o emocional, descartando decisões baseadas no intelecto, não seria isso ignorância? Tudo em nossa vida precisa de equilíbrio. Dispensar o que não nos traz a emoção que trazia anteriormente talvez seja uma decisão egoísta, precipitada e nada inteligente. Quem sabe a transformação não seja como a metamorfose, atingindo uma fase adulta? Nada permanece imutável. Todos nós mudaremos em algum ponto. Nós não somos uma obra finalizada. Acho que aprender a valorizar as coisas ao nosso redor, mesmo quando elas mudam, é uma dádiva. Ainda mais quando o que muda somos nós.

Thursday, April 15, 2010

I can´t help..¹

Como não se apaixonar pelo maravilhoso?

A primeira impressão que temos acerca de algo geralmente reflete o que nós somos por dentro, nossas expectativas, nossos preconceitos, nossos juízos de valor. Ao encontrar com algo extraordinário e admirável é natural que haja uma predileção, uma inclinação, um afeto. Mas o que faz algo ser extraordinário e admirável? Conceitos pré-estabelecidos? Por quem? Pela sociedade ou por nós (mesmo que muitos conceitos nossos sejam influenciados pela sociedade)? Se a resposta desta pergunta for a última, será que então a maravilha não é o reconhecimento de algo que nós mesmos temos dentro de nós e que se encontra também no objeto da atenção? Estar dentro de nós não necessariamente é o manifestar através de nós. Enfim, se eu continuar nessa linha de pensamento eu dou um nó na minha cabeça e na de vocês.

É complicado buscar a raiz de todas as coisas, ainda mais aquelas que envolvem o psicológico e o emocional, que são relacionados. É complicado entender o sentimento que nutro acerca de uma pessoa, buscar a sua real razão existencial. Acontece que muitas vezes eu prefiro não saber, por ter certo receio de encontrar um afeto por mim mesma, pelos meus conceitos, pelos meus gostos. Cada vez descobrir que é menos a pessoa e mais eu. Agora, claro, não há como generalizar o efeito de alguém sobre mim. Eu jamais poderia dizer que algo satisfatório em alguém vem por essa linha de pensamento principiológica.

Vocês estão entendendo alguma coisa? Isso é meio complexo pra mim ainda.

A questão que me levou a escrever esse texto é a continuação do afeto após os primeiros contatos. De início, é por certo que são conceitos nossos que nos fazem gostar de alguém, ou, melhor, do que essa pessoa nos mostra. Mas às vezes continuamos nutrindo tal sentimento pela permanência da identificação com algo interior ou pela real surpresa ao conhecermos algo que não esperávamos e que não se encontra construído em nós. E se esse algo surpreendente que não possuímos for algo que buscamos em nós mesmos e não ainda o temos? Mesmo que inconscientemente? O afeto pelo outro é única e exclusivamente egoísmo nosso?

A frustração causada por um relacionamento muito importa pra resposta dessa última pergunta. Por que nos frustramos? Sempre estamos esperando, mesmo que no mais fundo espaço em nós, algo a que não fomos ainda correspondidos, ou talvez nunca seremos. É a perfeição da situação, o enquadramento a um ideal. Temos um vazio que esperamos ser preenchido quando reconhecermos nossos ideais no exterior, mas algo nosso, formado ao decorrer de todos os anos de nossa existência, tem como ser completamente preenchido? Não somos iguais em nada. Nenhum de nós. Nós buscamos a perfeição, mas ela não se encontra em nós. Nós não somos perfeitos. Buscar a perfeição em tudo que é tocado por mãos humanas é um caminho sem fim e, mesmo sabendo disso, nós gostamos de dar com a cara na parede.

A cada dia que passa, tento me abster de buscar nas pessoas o que eu quero e, sim, saber valorizar o diferente, o contrário. Não quero caminhar por esse caminho que não vai me levar a um lugar, seja ele qual for. Quero compreender que o ser humano é fantástico e surpreendente pela sua peculiaridade, por exatamente não parecer comigo nem com qualquer outra pessoa. Se isso é confortável ao meu ego ou não, já é outra questão, mas quero trabalhar em mim por entender que é o que realmente vale a pena.



².. falling for you.

Tuesday, March 23, 2010

"TUDO É O OLHAR"

Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

c.l.


Tudo é o olhar. Do jeito que compreendemos, as referências que usamos, o emocional que influencia na definição de algo. Tudo é o olhar. Leia o texto de baixo pra cima agora

Saturday, February 20, 2010

É engraçado como as mudanças nos trazem sempre alguma emoção nova. Seja esta esperada ou não.

A surpresa que mais me atrai são as relativas à pessoas. Eu adoro ser surpreendida e maravilhada por todo esse emaranhado de peculiaridades que se encontra dentro de cada pessoa que passa por mim. Algumas não conseguem a minha empatia, e nem eu a delas, mas algumas fazem com que o meu estado de espírito se identifique com o da pessoa. Acho que talvez seja até errado caracterizar como estado de espírito, já que em mim dura indeterminavelmente. Uma vez tendo existido esse sentimento em mim, que por sinal é muito raro, vem uma identificação sobrenatural com tudo na pessoa, independente de personalidade ou características externas. É algo espiritual mesmo.

Em menos de um ano conheci duas pessoas que me fizeram cair o queixo. Literalmente. Suprindo tudo o que eu sempre procurei em amizade e me fazendo ser aquilo que eu havia adormecido em muito tempo. São duas mulheres impressionantes que tem a essência de mulher parecida com a minha. Amigas que sei que guardarei pro resto da vida. Sou muito grata por esse vínculo ter sido formado de uma forma completamente "sui generis" e que tenha havido reciprocidade até nas coisas nada ordinárias.

Nunca havia entendido toda essa questão espiritual da coisa. Parado pra olhar com outros olhos que não os carnais e mundanos. Minha vida mudou espiritualmente falando, me vi em situações em que fui levada a crer no que ainda não tinha sido mostrado a mim. Tenho só a agradecer a Deus, meu Senhor e amigo por esse relacionamento novo e íntimo e pelo cuidado para comigo.

Pode parece um lugar completamente incomum o que eu vou falar, mas não é. É estranho pelo simples fato de não nos permitirmos sentir isso, buscar essa sensibilidade espiritual. Isso a que me refiro é o encontro espiritual, com Deus ou com as pessoas ao redor, que são colocadas por Ele na sua vida por propósitos determinados somente por Ele. É uma sensação maravilhosa, algo que eu jamais havia sentido antes. Uma cumplicidade em algo maior que nós.

Tenho minha determinação firmada no que me traz uma segurança não mundana, que preenche o meu vazio como eu jamais conseguiria com coisas terrenas. Por isso que na descrição de um dos meus perfis tem a frase que fala que se eu encontro em mim mesma desejos que nada nesse mundo poderia satisfazer, a única coisa que poderia concluir é a de que eu não fui feita para aqui. E é a verdade, esta que vem sendo cada dia mais reforçada pelos acontecimentos improváveis que se apresentam à minha frente.

Este post é única e exclusivamente para agradecer a uma dessas novas amizades, que tem me erguido e ajudado a fazer crescer uma força dentro de mim que estava adormecida. Com um propósito visível de ajudar a uma pessoa querida, decidimos nos erguer e nos doar a essa motivação. Eu sinto uma paz enorme no coração ao dizer que eu serei mudada através dessa decisão e que eu poderei compartilhar coisas em mim há muito acorrentadas. A busca de uma libertação que não tinha perspectiva de se tornar real.

Essa postagem pode parecer obscura por simplesmente ser o mínimo do que ela deveria parecer. São experiências únicas e indescritíveis que eu sei que vocês terão um dia e contarão, talvez não dessa forma, de forma jubilosa.

Está aqui formalizada uma das minhas gratidões.